apenas olhos profundos
captarão os estrondos desses versos
apinhados de escorpiões de ouro
levam-to-me só,
eu e eu,
eu e os chifres do rinoceronte pré-histórico,
mais torto que um camaleão,
mais lúcido que o sol
eu, rinoceronte na sombra da árvore do esquecimento,
eu o que apanha nas colunas da fumaça do céu,
o rastro dos relâmpagos
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