sábado, 7 de agosto de 2021

 


eu estrageiro permito-me adentrar no ninho das vespas,
no ninho das magafagafas nascidas das petalas,
das patas dos besouros verdes
há de compreender e se assustar com o que vejo,
com o que se abre nas tijelas que guardam o leite,
a aveia, o milho, o centeio e os peitos da mulher que amo
no plano dos marines cabe a nau caindo nas curvas da terra,
nas curvas do mar, na infinita rotação da esfera
UM BLUES PARA AS NOSSAS AVÓS
----------------------- (DIEGO EL KHOURI e EDU PLANCHEZ)
VAMOS FAZER UM BLUES PARA AS NOSSAS AVÓS?
EU ESCREVO UM ESTROFE, VOCE ESCREVE OUTRA,
AI FAZEMOS A CANÇÃO,
NOSSAS AVÓS VOLTARAM PARA O ÚTERO DA LEI MÍSTICA,
VOLTARAM A VOAR COM AS GAIVOTAS E AS ÁGUIAS, ACREDITE
TEVE UM TEMPO que eu tinha muito medo da morte,
OSHO me disse para ir a velorios e tocar nos mortos,
fiz isso várias vezes...
De volta para o útero da lei mística,
NINA SIMONE E ELAS, NOSSAS AVÓS MARAVILHADAS
Palavras embotadas, na garganta uma Vela-Bob Marley, aqui frio, frio, frio árduo, sufocante,
aqui dentro de mim, frio árduo, sufocante
Nina Simone canta para mim
Vários duendes
Toda paisagem na ponta dos pés
Não sei escrever agora poesia, sei sentir
E sentir não esquenta a paisagem
CATARINA VIU UMA FADA AQUI NAS PLANTAS
NA MANHÃ QUE ANA VITORIA partiu
Mas aquece a alma
E me aqueço hoje sendo poesia
A ALMA SOUL
BLACK MUSIC
CÁ NA ALTURAS DO QUE NÃO VEMOS
Ainda poesia?
Nas minhas artérias, pulsos, memória, passado, presente e futuro
E JACK KEROUAC estreita as artérias
que separam as palavras que pulsam
com as armas do vento
Minha arte lixo impotente no vazio ou imponente no abismo?
que não sei dizer, ou sei, porque não sei,
nada falo diante da não fala
Vou ouvir o Rio do Blues...
no fundo do chão, no fundo do pão,
no fundo da lama doce de nossas avós
A oração da poesia vagabunda mística búdica selvagem
foi gravada lá na nossa favela
ao lado do valão
A poesia-rua nas pedras das mil estrelas
NINA SIMONE É EXPERIMENTALISTA, ouvindo aqui,
pianista das boas,
ousava
Eu já desenhei Nina Simone,
eu tenho a tendencia de ir para Billie Holiday,
me sinto namorado dela e Camilli Cloudel,
assim de trinca,
eu vejo elas na Catarina
E a Patty smith com a lâmina de fogo, sua língua porcos febril
Amo a doçura de Billie
Paty Smith foi amante cósmica de rimbaud e Baudelaire
que a Alemanha rebole nos pinceis de El Khouri e Van Gogh
Aquele disco Horse é lindo,
da Billie ou Nina?
Eu vi Frida bêbada mandando às favas os caretas e opressores!
Frida ficava de cara ao ver o que eu não via,
e nem era para ver porque não exisitia
Estive perdido nos arranha Céus de minha poesia...
para sempre
para o sempre
para o de eterno
Ouvir o singelo e se embebedar nele
para sombrias cartas do vocábulos provençais do artes-clow,
palhaços mesmo,
sátiros,
elfos,
cera de flores,
de rosas e margaridas,
da alta tempestade que estou nesse agora
Buda beat na fumaça lupanar dos licores vencidos
de outras guerras e outros crimes
VIAGEM AO IXTLAN
DON JUAN nos chama
lá do alto da mais relampejante montanha
Voltar ao Castaneda...
o livro está aqui na mão
Ajuda e desajuda
porque pardal que anda com morcego dorme
de cabeça para baixo
Quando ele me visitava como amigo
e os ensinamentos praticados
no dia a dia fazia com que os cortes fossem até prazerosos
Allen e Jack delirando rimas e não rimas,
era Rap Beat,
eles faziam isso pelas ruas a esmo falando delirios,
eu faço isso sempre,
deliro apenas isso
Bebop Full time,
time Angola Paris Texas,
Café Bagdá,
Babette banquete
Fio elétrico cortado,
Religar

DIEGO EL KHORI e EDU PLANCHÊZ

 


amarro a ponta do meu rabo no rabo do bicho gigantesco
que voa acima das montanhas flutuantes de pandora
e retorno para a pista, para a caravana dos girassois furtivos

 



"uma arma carregada não te libertará, isso é o que voce diz"
"Ian curtis foi um menino que sofreu muito"
"Olhos de spleen"
Ian curtis, o ultimo escombro de Manchester é ele,
pois pós ele os caras da banda se tornaram o NEW ORDER
assim morreu o rock e veio a discotek,
do lixo ao lixo, do luxo ao lixo, ou...
IAN era filho da guerra, o último ESCOBRO, diz um documentário,
"eles" ensaiavam dentro das ruinas das velhas fábricas
Diego, eu to todo recalcado, me sentindo ultrapassado, esquecido, complexado com preconceito com a minha idade,
com a idade dos que possuem a minha idade,
não porque quero,
é uma prisão ao pensamento travado,
acenderei um incenso indiano da índia de Kabir...

 



pinheiiro mãe e pai do pinhão de resina,
de cristais de resina de araucária,
imponente majestade do sul de meu amor,
árvore dos desejos, árvore imperiosa,
império!

 



chamando o fogo, o fogo das entranhas,
das fornalhas do estar muito vivo,
do estar no incendio das celulas,
das carnes-espirito,
do amor vidente, ator e diretor,
maquinista da central organica,
dos arvoredos cosmicos,
do carbono e do zinco,
da quimica ferruginosa
cento e oitenta graus,
trezentos e sessenta...
é a visão periférica do que compreendo,
do que ainda não compreendo,
do que há para se compreender...
fogaréu

 



chamando CENTRAL AFRICANA
chamando CENTRAL DO BRASIL
chamando CENTRAL DE TODAS AS TRIBOS

 



o homem e a música, 

a música e o homem

 



intenso, extremo méxico-brasil, planicies,
montanhas dilatadas em meu pensamento,
e eu penso engatado nas siluetas de venus,
e eu danço agarrado nos tabuleiros,
nas peças do jogo que jogo com minha dama de luas
com minha dama de luas
com minha dama azulada,
com as aves,
com os mestres da água,
com as celestes terrenas pessoas

 



energia de metal bruto, de terra batida,
de floresta intocada, novamente o pássaro passa,
passa por entre os desenhos da montanha
e pousa nas mãos de minha mãe

 


O NAM MIOHORENGUE KIO É COMO O URRO DE UM LEÃO,
QUE DOENÇA PODERÁ SER UM OBSTÁCULO?
EU AOS TRINTA E QUATRO ANOS, A BEIRA DA MORTE,
DA EXTINÇÃO ANTES DA HORA,
ME AGARREI A GARGANTA DO DEMONIO
COM TODAS AS MÃOS QUE TENHO E QUE NÃO TENHO...
E NUNCA MAIS LARGUEI,
E ASSIM PERMANECEREI POR TODA A ETERNIDADE,
AGARRADO A GARGANTA DO DEMONIO
CANTANDO A CANÇÃO DOS SAMURAIS
NAM MIOHORENGUE KIO

 


Escrevendo a nova lista de Schindler...
que agora contém os nomes de todos,
de todos os Sobreviventes, mil vezes mil é um milhão,
algo maior que um rosto em quarentena,
em mutação, em estado de poesia,
em plenitude solar sobre sob a lama
Emergido na lama, no aguaceiro caido das taças,
da existencia vulcão,
dos alvos soluços do rio...
Eu me entendo com os peixes,
por vezes e mais vezes,
basta eu pensar no mar,
nas dunas DO BARATO
do trato que o Olho de Shiva dá em nossas peles

 


o bodó nada na gota d'água florida
na folha do guaraná


 


o leite é o lume número um, um copo de leite me observa,
na mesa há manteiga e pão, colher e faca...
leite derramado nas pestanas da boca...
leite no pires do gato, nas gengivas da criança que chora,
do adulto corroido de fome

 



a lua será nossa companheira
até os últimos dias desse planeta,
afirma um cientista brasileiro

 



OS HOMENS PODEM ATÉ SE SENTIREM OS REIS DA TERRA,
MAS NA REAL, OS REIS DA TERRA SÃO OS PEIXES

 



AQUI FALANDO EDU PLANCHÊZ PAN MAÇÃ SILATTIAN,
MAIS UM PRETO, MAIS UMA JÓIA, 

MAIS UM MESTIÇO TAGARELA

 



TENHO QUE ESCREVER MUITO, MUITO ESCREVER
PARA ARRANCAR DE MIM TODOS OS PREGOS,
TODAS AS PREGAS, TODOS OS CATARROS,
A PORRA LOUCA, A PORRA PEGAJANTE,
A MAROLA, O MOLHO, A MALA

 



CLÁUDIO, PRECISANDO DE ALMA, RELAXAR, SE DIVERTIR, TROCAR ALMA COM AS PESSOAS, A GENTE MORA PERTO DONDE ERA O QG DOS NOVOS BAIANOS, o mato é a nossa mãe
musica/teatro/poesia/ é o nosso encanto, quero é fogueira, violada, cantorias,
isso q eu e catarina vivemos e sei q tu tb, cara, a vida corre no tempo da vida, como diz paulo coelho, cumpram suas lendas pessoais da melhor maneira,
gosto daqui, do sana, de s pedro da serra... de saquarema
esse é o nosso caminho, périplo
ou seja, trajeto
AQUA BLAKE, A BANDA DO FIM DO MUNDO
O FIM DO MUNDO É JACAREPAGUA, NITERÓI,
CABO FRIO, CANOA QUEBRADA

 



AQUA BLAKE, A BANDA DO FIM DO MUNDO,
O FIM DO MUNDO É JACAREPAGUA, NITERÓI,
CABO FRIO, CANOA QUEBRADA

 


missão sputnik, missão apolo, sem as luzes das cidades,
todas as luzes vistas no céu são estrelas,
e eu vejo dentro de mim, dentro de ti,
as primevas visagens da chegada do meteoro
a península de Yucatán

 


o pensamento mágico, o pensamento,
o que o pensamento encontrará
após descobrirmos o que o vento não levou?
o novo vento. a velha escada,
o fogo e o tormento da terra arrazada,
um novo inicio, um pós guerra,
um algo a ser compreendido

  Alexandre Durratos que em ROCHAMIRANDA vai sambar um maracatú é meu camarada de LAPAS RUA CEARÁ DOS ROCKS PUTAS, DAS GALINHAS NOITES DO BL...