domingo, 31 de outubro de 2021






''só eu sei as esquinas por que passei'',
na terra do fogo, das fagulhas,
do que explode no que é abismo,
seguimos atravessando o lago de lavas,
as ruas dos mascarados,
dos que moram e que não moram na urca
e eu com pavor do que é velho,
do ficar velho, da impermanencia,
e o que eu sei clama pelo mistério,
respiro, encontro conforto no respirar,
no sopro, no verbo que ora costuro
no fundo da canoa com os fios
longos e brancos de meus cabelos
de poeta anfitrião...
hoje eu sou o pequeno príncipe,
a pequena alice vertida em serpente

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