joguei minha âncora de puro estanho
nas ruas da lua para girar,
para ir assim entrando nas órbitas
dos outros satélites dos outros planetas
nas linhas deixadas pela lança que apolo meu pai
atirou nas nuvens prendo meus cabelos
o poema, o faze-lo é um bisturi, um auto operar-se,
o catalizar das tormentas,
se não tenho tintas,
tenho letras para construir uma peça,
uma engrenagem, um módulo,
a estrutura, a página para seguir caminhando
agora chóro o choro do fim,
do fim do mundo,
e eu amontuei trajédias, dramas sentimentáis...
preciso chorar, cuspir, defecar isso e mais isso,
aquilo e aquilo outro
joguei minha âncora de puro estanho
nas ruas da lua para girar,
para ir assim entrando nas órbitas
dos outros satélites dos outros planetas
Nenhum comentário:
Postar um comentário